Jackson Cionek
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Política que Regula o Corpo - Pertencimento Antes do Dogma

Política que Regula o Corpo - Pertencimento Antes do Dogma

Quando a gente diz “Política que regula o corpo”, a gente tá dizendo uma coisa simples: política não começa na ideia — começa no estado corporal que a vida pública produz em nós. Se o ambiente social vira ameaça constante, a gente entra em alerta, perde nuance, perde cooperação. Se o ambiente vira previsível e minimamente justo, o corpo baixa a guarda e a gente consegue pensar junto. A ciência sobre conexão social mostra bem esse “efeito tampão” do vínculo e como isolamento/ameaça social pesam no estresse e na saúde. (ScienceDirect)

“Pertencimento antes do dogma” é o nosso filtro Jiwasa: antes de pedir que alguém “compre” uma narrativa, a gente cria condições para a pessoa pertencer sem medo. Porque, quando a identidade vira guerra (nós vs eles), o corpo tende a reagir como se estivesse sob ameaça — e isso empurra decisões para tribalismo e hostilidade, não para solução. (scholars.law.unlv.edu)

No nosso idioma prático, política que regula o corpo faz três coisas:

  1. reduz ameaça crônica (humilhação, insegurança, arbitrariedade);

  2. aumenta previsibilidade (regras claras, processo justo, proteção do vulnerável);

  3. cria ritmos de confiança (participação real, escuta, reparação quando erra).

E tem um sinal bem objetivo de que falhou: quando “política” vira um estressor que aumenta ansiedade e desgaste no cotidiano, mesmo fora de crises imediatas. (PubMed)

Checklist Jiwasa (pra saber se é regulação ou sequestro)

  • A gente consegue discordar sem desumanizar? (se não, já tem ameaça no corpo)

  • O pertencimento vem com cuidado e direitos… ou vem com um inimigo obrigatório?

  • A proposta melhora a vida real (chão, acesso, previsibilidade)… ou só melhora a narrativa?

Frase de fechamento (pra usar no post):
“Antes de convencer, a gente precisa caber: política boa é a que baixa a guarda do corpo e devolve cooperação — pertencimento primeiro, dogma depois.”

 

Referências (pós-2021):

  1. Kaegan Ortlund et al. (2025). Politics negatively impacts women’s mental health in Georgia: Depression, anxiety, and perceived stress from 2023 to 2024. Social Science & Medicine. Compatível: política como estressor crônico com efeito mensurável em sofrimento psicológico. (ScienceDirect)

  2. Micah H. Nelson (2022). Resentment Is Like Drinking Poison? The Heterogeneous Health Effects of Affective Polarization. Journal of Health and Social Behavior. Compatível: polarização afetiva como ameaça social que se traduz em carga de estresse e saúde autorreferida. (PubMed)

  3. Ayelet Tomashin et al. (2022). Interpersonal Physiological Synchrony Predicts Group Cohesion. Frontiers in Human Neuroscience. Compatível: coesão coletiva como fenômeno corporal (sincronia fisiológica) — base direta para “regulação coletiva”. (Frontiers)

  4. Mauricio R. Delgado et al. (2023). Characterizing the mechanisms of social connection. Neuron. Compatível: pertencimento/conexão social como modulador de estresse e bem-estar via circuitos de recompensa e regulação. (PMC)

  5. Rui Pei et al. (2023). A neural signature of social support mitigates negative emotion. Scientific Reports. Compatível: suporte social como “buffer” neurofisiológico contra estressores — útil para pensar política como proteção do corpo social. (nature.com)




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Jackson Cionek

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